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São Cristóvão e Nevis, Internacional — O protesto pacífico do Greenpeace durante a reunião da Comissão Internacional de Caça às Baleias em Saint Kitts e Nevis, no Caribe, foi interrompido de forma abrupta pelas autoridades locais, que prenderam dez ativistas, entre eles quatro brasileiros. Os manifestantes tentavam chamar a atenção dos participantes da reunião para o número de baleias mortas durante a última temporada de caça no Santuário das Baleias nos Mares do Sul.

O protesto contou com a participação de ativistas e membros da tripulação do navio Arctic Sunrise, entre eles alguns brasileiros. O navio foi impedido de aportar em Saint Kitts antes do início da reunião, e os ativistas chegaram ao porto próximo ao local em botes infláveis. Com o protesto, eles tentavam criar um túmulo simbólico de cetáceos, mostrando 863 cartazes no formato de cauda de baleia, cada um representando um dos animais mortos. Os manifestantes foram impedidos de continuar o protesto, presos e levados à delegacia de Basseterre, capital de Saint Kitts e Nevis.

"A verdadeira questão de segurança não está aqui, em terra, mas sim em alto-mar, onde as baleias estão sob constante ameaça de morte”, afirmou Mike Townsley, porta-voz do Greenpeace Internacional. "Já é tempo de a Comissão Internacional de Caça às Baleias ver que a matança não pode continuar. O Greenpeace está do lado do bem, protegendo as baleias e o meio ambiente onde elas vivem.”

 

A campanha do Greenpeace para acabar com a caça às baleias faz parte da campanha global Defendendo nossos Oceanos, uma expedição de mais de 14 meses que combate e coloca em evidência todos os perigos e as ameaças a que os oceanos estão sendo submetidos. A campanha propõe a criação de uma rede mundial de reservas marinhas que proteja 40% das águas internacionais contra a pesca predatória e práticas insustentáveis que estão destruindo nossos oceanos.