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30 de julho de 2006: Ativistas do Greenpeace bloqueiam a rampa de arrasto do navio chinês de pesca Chang Xing, com bandeira de Belize, em Port Nelson, Nova Zelândia.
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Depois de três anos de pedidos insistentes para ação urgente, a Assembléia Geral da ONU irá finalmente começar as medidas de negociação para proteger a vida marinha no fundo dos oceanos em 4 e 5 de outubro, o que levará a uma adoção formal das normas em novembro. Um número de países já sinalizou seu apoio à moratória da ONU, incluindo Brasil, Chile, Países Baixos, Suécia, Bélgica, Reino Unido, África do Sul, Quênia, Nigéria, Palau, Estados Federados da Micronésia, República das Ilhas Marshall e Vanuatu, no Pacífico.
A pesca de arrasto no fundo dos oceanos e mares é largamente reconhecida como a mais destrutiva forma de pesca. Pesados arrastões são colocados de maneira indiscriminada para varrer e devorar tudo em seu caminho, incluindo espécies que nem são conhecidas pela ciência. É como dirigir uma imensa escavadora sobre uma floresta repleta de vida e inexplorada e deixá-la como um deserto plano e descaracterizado.
Além dos Defensores dos Oceanos, os vários países que pedem a moratória, as organizações não-governamentais, os mais de 1500 cientistas e a própria ONU expressaram a necessidade de uma moratória na prática antes que seja tarde demais. Abaixo, a posição de cada um:
DEFENSORES
Suécia
Palau
Costa Rica
Bélgica
Áustria
Tailândia
Papua Nova Guiné
Fiji
Samoa
Filipinas
Indonésia
Cuba
Brasil
Países Baixos
Dinamarca
Chile
Alemanha
Austrália
Reino Unido
África do Sul
NO BANCO
Portugal
Noruega
Finlândia
França
México
Nova Zelândia
DESTRUIDORES
Espanha
Federação Russa
Coréia do Sul
Ilhas Faroe
Japão
China
Canadá
NO BANCO
Estados Unidos
Islândia
Polônia
Argentina
A pesca de arrasto no fundo dos oceanos representa apenas 1% do volume de pesca global por ano. Da União Européia vêm cerca de 60% dos aproximadamente 300 barcos que praticam a pesca de arrasto em todo o mundo. A Espanha tem a maior frota.
Enquanto a Comissão Européia não se qualifica como um “time nacional”, ela parece agir como um péssimo juiz em favor do time dos Destruidores, liderado pela Espanha. Nosso diretor de Políticas Marinhas na UE, Saskia Richartz, explica quem ainda está do lado dos Destruidores do Fundo dos Oceanos: “A Espanha e a Comissão Européia ainda apóiam um pequeno setor da indústria que encoraja esse método de pesca e deixa a União Européia como refém. É hora de eles protegerem o interesse dos oceanos e do meio ambiente ao invés dos mascarados interesses de um punhado de barcos pesqueiros. Eles precisam urgentemente concordar em ter uma posição comum para apoiar o pedido da ONU para a moratória.”
Com a ação da Austrália, os olhos agora se voltam para a Nova Zelândia. Nosso chefe de campanha de Oceanos na Nova Zelândia, Mike Hagler, espera que o país siga o passo da Austrália. “O Greenpeace espera que a Nova Zelândia se junte a Palau, Austrália e os demais países do Pacífico na liderança do mundo por uma política forte nesse assunto durante a reunião da ONU no mês que vem”, disse.