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Greenpeace report: "Where have all the tuna gone?"

Greenpeace report: "Where have all the tuna gone?"

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Barcelona, Espanha — O destino do atum bluefin no Mediterrâneo é terrível. Nos últimos 20 anos, a população (biomassa) do atum bluefin adulto diminuiu cerca de 80%. Atualmente, a sua pesca excede a cota legalmente permitida em mais de 12.000 toneladas (37%), incluindo grande quantidade de atum jovem capturado em cada temporada antes de ele atingir a idade de reprodução.

A maior parte do atum bluefin capturado é colocada em gaiolas, onde é alimentada com peixes menores. São necessários 20 kg de comida para produzir um 1 kg de atum, e a comida excedente e as fezes poluem as águas adjacentes. Depois de alguns meses na gaiola, o peixe é colhido e exportado, principalmente para o Japão.

O "ranching" do atum, como esta indústria é chamada, é relativamente novo no Mediterrâneo, mas tem se expandido rapidamente, graças ao investimento estrangeiro e aos subsídios governamentais. De fato, os subsídios da União Européia à indústria do atum têm sido de até 34 milhões de euros na última década.

Chegamos agora a uma situação onde a capacidade total das “fazendas” de atum bluefin no Mediterrâneo atinge 51.012 toneladas – 60% além da captura total permitida estabelecida pelo órgão internacional controlador. Isto cria um incentivo mercadológico para a pesca ilegal, e uma corrida para capturar os cardumes em declínio.

Estamos promovendo hoje uma conferência com a imprensa, a bordo do Esperanza em Barcelona, Espanha. Está conosco na conferência um especialista do World Wildlife Fund (Fundo Mundial da Vida Selvagem), que lançará em breve um estudo documentando o volume real da captura de atum bluefin e que, espera-se, confirmará a gravidade da pesca ilegal disseminada do atum.

Em seguida, o Esperanza partirá para as Ilhas Baleares – campos naturais de procriação do atum bluefin. Nesta quarta etapa da expedição Defendendo Nossos Oceanos, vamos desmascarar os piratas da pesca de atum, celebrar a enorme quantidade da biodiversidade ainda remanescente no Mar Mediterrâneo e procurar soluções para as ameaças que pairam sobre essa biodiversidade.

Assim como é necessária uma rede mundial de reservas marinhas em áreas críticas, como o campo de procriação do atum bluefin, é também necessária no Mediterrâneo. Tais reservas ajudariam a assegurar a estabilidade duradoura da população do atum bluefin e a proteger de maneira geral a biodiversidade marinha.

Para mais informações, confira o relatório: "Onde foi parar todo o atum?" (veja relatório completo e sumário executivo - ambos em inglês)

Junte-se ao Greenpeace nessa luta