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A maior parte do atum bluefin capturado é colocada em gaiolas, onde é alimentada com peixes menores. São necessários 20 kg de comida para produzir um 1 kg de atum, e a comida excedente e as fezes poluem as águas adjacentes. Depois de alguns meses na gaiola, o peixe é colhido e exportado, principalmente para o Japão.
O "ranching" do atum, como esta indústria é chamada, é relativamente novo no Mediterrâneo, mas tem se expandido rapidamente, graças ao investimento estrangeiro e aos subsídios governamentais. De fato, os subsídios da União Européia à indústria do atum têm sido de até 34 milhões de euros na última década.
Chegamos agora a uma situação onde a capacidade total das “fazendas” de atum bluefin no Mediterrâneo atinge 51.012 toneladas – 60% além da captura total permitida estabelecida pelo órgão internacional controlador. Isto cria um incentivo mercadológico para a pesca ilegal, e uma corrida para capturar os cardumes em declínio.
Estamos promovendo hoje uma conferência com a imprensa, a bordo do Esperanza em Barcelona, Espanha. Está conosco na conferência um especialista do World Wildlife Fund (Fundo Mundial da Vida Selvagem), que lançará em breve um estudo documentando o volume real da captura de atum bluefin e que, espera-se, confirmará a gravidade da pesca ilegal disseminada do atum.
Em seguida, o Esperanza partirá para as Ilhas Baleares – campos naturais de procriação do atum bluefin. Nesta quarta etapa da expedição Defendendo Nossos Oceanos, vamos desmascarar os piratas da pesca de atum, celebrar a enorme quantidade da biodiversidade ainda remanescente no Mar Mediterrâneo e procurar soluções para as ameaças que pairam sobre essa biodiversidade.
Assim como é necessária uma rede mundial de reservas marinhas em áreas críticas, como o campo de procriação do atum bluefin, é também necessária no Mediterrâneo. Tais reservas ajudariam a assegurar a estabilidade duradoura da população do atum bluefin e a proteger de maneira geral a biodiversidade marinha.
Para mais informações, confira o relatório: "Onde foi parar todo o atum?" (veja relatório completo e sumário executivo - ambos em inglês)