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Foto do arquivo: Hvalfjörður estação de caça na Islândia. Gaivotas se 
alimentam da carcaça de uma baleia fin.

Foto do arquivo: Hvalfjörður estação de caça na Islândia. Gaivotas se alimentam da carcaça de uma baleia fin.

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Iceland — Na Islândia, observação de baleias contribui mais para a economia nacional do que a caça comercial antes de ser proibida, nos anos 80. E agora, 17 anos depois, a Islândia autorizou oficialmente a caça comercial.

O Ministério Islandês da Pesca emitiu uma permissão para a caça de 39 baleias com fins comerciais. Nove destas seriam baleias fin ameaçadas de extinção – desmentindo afirmações de que a caça é sustentável. Foi anunciado também que uma antiga fábrica de processamento de baleias retornará ao seu funcionamento.

Até hoje, a Noruega era o único país que fazia abertamente a caça comercial. O Japão conduzia uma grande caça anual usando como pretexto a “caça científica”, para manter sua indústria ativa. Desde 2003, a Islândia também aderiu à chamada “caça científica”. Nos dois casos a carne é vendida, quase sempre como alimento de luxo.


Por quê?

Kristjan Loftsson, diretor administrativo de uma companhia de caça islandesa, se disse “satisfeito” sobre o recebimento da permissão à caça. Mas a questão permanece: para que matar baleias? Por que tentar reviver uma indústria agonizante, com uma longa história de decepção e má administração?

Há uma grande quantidade de carne indesejada na Islândia, Noruega e Japão. Na Islândia ainda não foram vendidas nem mesmo as carnes provenientes das anteriores caças “científicas”. Simplesmente não há mercado para todo o produto.

Uma pesquisa da Gallup, encomendada pela IFAW (Fundo Internacional para o Bem Estar Animal) e lançada mês passado, concluiu que “somente 1,1% dos islandeses comem carne de baleia uma vez por semana ou mais, enquanto 82,4% das pessoas entre 16 e 24 anos nunca comeram carne de baleia”. Não são números muito otimistas para um empreendimento comercial.


Observação de baleias

A Islândia tem uma escolha. A maioria dos islandeses é ambientalmente consciente e a favor da utilização dos recursos marinhos de uma forma que estes sejam preservados para as gerações futuras. Sua observação de baleias é conhecida ao redor do mundo e traz mais lucros do que a caça jamais poderia trazer. No entanto, o Ministério da Pesca fez um favor para um pequeno grupo de interessados e garantiu a permissão para a pesca comercial. Essa permissão deveria ser revogada antes que a primeira baleia fosse morta. Dezenas de milhares de pessoas prometeram considerar uma visita à Islândia como turistas e como observadores de baleias, mas somente DEPOIS que a matança de baleias acabar.