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Ativistas do Greenpeace entregam uma rede ilegal para um inspetor de 
pesca polonês, junto com os donos da rede, a bordo do barco de pesca 
Kol-79.

Ativistas do Greenpeace entregam uma rede ilegal para um inspetor de pesca polonês, junto com os donos da rede, a bordo do barco de pesca Kol-79.

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Oceano Pacífico e Mar Báltico — Tanto o Esperanza como o Arctic Sunrise estão trabalhando com agentes da lei para combater a pesca pirata em diferentes partes do planeta. A história é a mesma do Pacífico à Polônia, aliada a uma falta de recursos do governo para cuidar do problema. Pelo menos as desculpas dos piratas são divertidas, indo de “nossas redes devem ter se mexido” para “meu sistema de notificação está quebrado”. Mas, para os cardumes de peixes, isso não é nada engraçado.

 

O Esperanza atracou em Pohnpei, revelando finalmente que estamos trabalhando com o governo dos Estados Federados da Micronésia. Juntos, estamos patrulhando as áreas de pesca da Micronésia atrás de pesca ilegal, descobrindo de cara como é difícil monitorar 2,7 milhões de quilômetros quadrados de oceano.
Ao longo de 16 dias, abordamos cinco barcos suspeitos. Quatro deles estavam aparentemente pescando com sistemas de notificação “quebrados”. Se esses navios não estão notificando, isso significa que não é possível saber há quanto tempo eles estão no mar, nem quanto (ou o quê) estão pegando. Nós afirmamos: se o seu sistema de notificação está quebrado, você não deveria receber permissão para pescar até que ele esteja funcionando.


Atum em perigo

A bordo do Esperanza, o chefe da campanha Lagi Toribau disse: “duas espécies importantes de atum já estão sob grande risco e, a não ser que aconteça uma queda drástica nos números de pesca, elas serão seriamente esgotadas dentro de três anos. Nações estrangeiras distantes pegam quase todo nosso o peixe, deixando para as nações do Pacífico pífios 5% dos US$ 2 bilhões que os peixes rendem anualmente.”

As pessoas dessas nações, incluindo o Japão, Estados Unidos, União Européia, Coréia e Taiwan, não sabem que podem estar comendo atum roubado de gente cujas vidas dependem dele. “Os governos devem agir agora para regularizar seus barcos. Nós, como consumidores, devemos questionar de onde nosso peixe vem. E, por fim, os revendedores devem se recusar a comprar peixes roubados”, disse Lagi.

Assista ao vídeo da "Patrulha Esperanza":
     

...e o bacalhau em crise


Na Suécia, os varejistas estão fazendo exatamente isso depois que nossa campanha revelou o tamanho da venda de bacalhau ilegal na Europa. Enquanto isso, na Polônia, nossos ativistas encontraram vários piratas na semana passada.

A tripulação do Arctic Sunrise primeiro avistou vários barcos de arrastão na quarta-feira, 13 de setembro. No dia seguinte, ela confiscou as redes ilegais e retirou os bacalhaus de dimensões muito menores que o permitido para pesca. A área estava supostamente fechada para pesca até 15 de setembro. No entanto, as autoridades escolheram liberá-la aos pescadores alegando que “não tinham autoridade para confiscá-los”.

Um pescador culpou as redes pelo incidente, dizendo que elas boiaram até a área fechada. Uma mentira óbvia, para não dizer uma façanha, considerando que as redes são firmemente ancoradas no fundo do mar.

Ida Udovic, da campanha de Oceanos, explica: “elas não se moveram um centímetro desde que foram colocadas ali. O governo polonês precisa melhorar seriamente seu sistema de controle de pesca e muito mais dinheiro precisa ser investido para capacitar inspeções e agentes da lei.” Soa familiar?

Fazendo história na pirataria


Nós exigimos uma rede global de reservas marinhas para acabar com o comércio pirata e permitir que os cardumes de peixes se recuperem. As reservas marinhas tornam o controle muito mais fácil. A atual colcha de retalhos de legislações faz desse controle algo impossível. Além disso, todos os barcos de pesca devem ter a bordo sistemas eletrônicos de vigilância capacitados; controles em terra firme e a bordo devem ser melhorados; e uma lista negra de todos os navios pegos driblando as leis deveria ser estabelecida.

Nós levaremos nossas descobertas no Pacífico para a Comissão Regional do Atum quando ela se reunir em Brisbane, Austrália, no final deste mês.