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Oceano Atlântico, Internacional — Depois de meses confrontando navios baleeiros e piratas, a expedição “Defendendo nossos Oceanos” toma um novo rumo e segue agora para o arquipélago de Açores, em pleno Oceano Atlântico. As ilhas são o habitat natural de mais de 26 espécies de baleias e golfinhos como a baleia cachalote, por exemplo – imortalizada pela personagem Moby Dick - e da fascinante lula gigante. As águas que circundam o arquipélago também abrigam montanhas do mar. Na verdade, 9 ilhas da região são os picos destas montanhas, que estão submersas. Sabe-se que o ecossistema formado entre estas montanhas é muito rico, mas pouco se conhece sobre ele.

Apesar de toda a exuberância do local, a vida nos oceanos corre perigo. A pesca de arrasto é uma ameaça para a região. Os ecossistemas dos oceanos profundos são particularmente vulneráveis as práticas de pesca destrutiva, como as redes de arrasto. A fragilidade da vida neste ambiente ocorre devido à baixa velocidade de crescimento e maturação dos organismos.  A pesca de arrasto pode transformar o rico habitat marinho em um deserto sem vida antes que os cientistas possam até começar a entender o seu verdadeiro valor.

O trabalho desta etapa da expedição está sendo desenvolvido pelo Greenpeace em parceria com o Fundo Internacional para o Bem Estar dos Animais (IFAW, sigla em inglês) e com a Universidade de Açores (UAC) para conhecer melhor estes ambientes marinhos que vem sendo ameaçados pelas práticas de pesca destrutivas. Esta parceria foi construída para tentar garantir moratória global à pesca de arrasto em alto mar. O objetivo faz parte do foco primordial da expedição que é exigir a criação de uma rede global de reservas marinhas. O Greenpeace acredita que estas reservas são essenciais para restaurar a diversidade dos mares.

Imagens da lula gigante
O Esperanza foi equipado com um veículo, acionado por controle remoto,que pode gravar imagens dos organismos que vivem nas profundezas do oceano. A câmera de vídeo consegue captar imagens até uma profundidade de 300 metros, já a máquina fotográfica é  capaz de fazer fotos até os 1000 metros, profundidade onde vivem as lulas gigantes. Esse equipamento foi instalado no navio, pois ele tornou-se parte do programa de pesquisa da UAC, que pretende produzir conhecimento científico de qualidade para esclarecer a importância da vida marinha para o planeta.

Foto identidade das baleias
Um pesquisador da IFAW também estará a bordo para continuar seu programa de monitoramento e documentação da população de cachalotes na área. O Esperanza está equipado com um hidrofone e com um software especialmente desenvolvido para detectar o som das cachalotes e rastreá-las. A documentação fotográfica das baleias irá auxiliar na produção de um catálogo de fotos que poderão identificar cada baleia. Esse arquivo está sendo administrado pela IFAW.

Fique ligado nas imagens impressionantes que serão produzidas nesta etapa da expedição. Seja você também um Defensor dos Oceanos!